domingo, 10 de agosto de 2008

Contos de fadas

Aí está a Fada Azul contando a história do Pinóquio para a crinçada...



Este momento ocorreu no início do ano na minha escola, gosto de me fantasiar para contar história para as crianças, eles amam.
Os contos de fadas são trabalhados por mim como um momento de Ócio produtivo, um momento para relaxar e ouvir a história, sem contudo, pensar no que vem depois.
Não costumo trabalhar pedagógicamente os contos de fadas, prefiro contar e deixar que o subconciente dos pequenos trabalhem.
Os alunos não tem aquele medo, " Ai, depois da história vou ter que desenhar, reescrever, modelar..." Eles podem ouvir, curtir e imaginar...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Projeto: O mundo Árabe: Histórias, culturas e arabescos

A LÂMPADA MARAVILHOSA DO ALLADIN É UM LINDO PORTA INCENSO, MAS A CRIANÇADA É DOIDA PRA ESFREGÁ-LA



PROJETO

Pessoal, esse Projeto é da Revista Nova Escola, é muito bacana. Depois de ler as obras, conhecer os contos de As Mil e Uma Noites, vamos aplicar de forma mais efetiva, levando aos alunos esse mundo de magia e boa literatura.
No site, a indicação do projeto é para turmas de 4 e 5 anos, mas acredito que poderá ser aplicado a qualquer série do ensino fundamental também, é só o professor adaptar as etapas de acordo com a realidade da sua turma.

O mundo árabe: histórias, cultura e arabescos
Objetivos
- Pesquisar a cultura árabe para confrontá-la com a atual.
- Pesquisar e conhecer as principais características da cultura árabe (arquitetura, moradia, vestuário, culinária, tradições e costumes, diferentes pessoas da sociedade).
- Pesquisar e conhecer a vida no deserto (animais, vegetação, habitat, beduínos).
- Conhecer a influência dessa cultura em nosso país.
- Ampliar o repertório de outros hábitos e costumes para enriquecer as brincadeiras de faz-de-conta, fundamentais nesta faixa etária.
- Enriquecer o ambiente lúdico e as brincadeiras, aproveitando as informações estudadas sobre o povo árabe.
Conteúdos- Cultura árabe.
- Procedimentos de pesquisa – coletar informações em diferentes fontes de pesquisa (livros, vídeos, postais, obras de arte, jornais, revistas).
- Produzir textos informativos com a professora sendo a escriba.
- Organizar e registrar informações através de desenhos e pequenos textos de escrita espontânea.
Ano
4 e 5 anos
Tempo previsto
6 meses

Materiais necessários
- Desenhos e filmes que retratem a vida do povo árabe: Aladim, As Mil e uma Noites, Ali Babá e os quarenta ladrões
- Vídeos informativos
- Mapa Mundi
- Almanaques, livros, revistas, lendas, contos, obras de arte, revistas de turismo
- Músicas árabes
- Pedaços de tecido para confecção de figurinos

Desenvolvimento das atividades
1. Leia a história ou assista o desenho “Aladim e a lâmpada maravilhosa”.

2. Faça um levantamento do que as crianças já sabem sobre este povo: por que as pessoas se vestem assim? Será que essas pessoas só aparecem na história ou será que há pessoas assim em algum lugar do mundo? Em qual país será que esta história foi escrita? Será que os hábitos, os costumes, a cultura e a alimentação são iguais aos nossos?

3. Solicite às crianças que tragam materiais de pesquisa para descobrir informações sobre o povo árabe.

4. Proponha ao grupo a produção de um almanaque da cultura árabe – traga para a classe outros almanaques e explore com as crianças algumas características desse portador.

5. Para isso, combine com as crianças que, ao longo do projeto, vocês farão uma lista de palavras características dessa cultura para, então, produzir os textos, desenhos, fotos, imagens, produções artísticas, adivinhas ou legendas que irão compor o almanaque.

6. Algumas sugestões: países do Oriente Médio (Iraque, Jordânia, Líbia, Egito, Turquia, Síria), culinária (quibe, coalhada, esfiha, tabule), instrumentos musicais (dombak, alude, tabla, nay – espécie de flauta), dança (dança do ventre, dabke – dança coletiva – dança da espada, dança do véu, dança do bastão, dança da vela, dança do chamadan), pessoas (odalisca, sultão, beduíno, gênios), entre outros aspectos.

7. Ao longo do projeto, proponha registros das descobertas mais significativas para o grupo - propor e orientar que as crianças confeccionem pequenos cartazes, legendas de imagens, desenhos, fotografias das brincadeiras, produção de textos informativos com a professora sendo a escriba das principais descobertas.

8. Leia o livro “1001 Noites à luz do dia”, de Kátia Canton. Pergunte se alguém já conhecia Sherazade.

9. Explore, ao longo do projeto, diversos aspectos das histórias relatadas por Sherazade (famosa contadora de histórias): arquitetura das construções, moradia, diferentes “personagens” – sultões, odaliscas, beduínos, gênios –, a vida em família, vestuário, alimentação, músicas, dança, cultura, meios de transporte, a arte dos arabescos que enfeitavam os palácios.

10. Complemente as pesquisas e informações estimulando ao máximo a leitura de imagens, textos informativos, literários, filmes e outras fontes de informação.

11. Estimule a apreciação de algumas obras de pintores que pintaram esses povos e essa cultura: Paul Klee e Matisse, por exemplo.

12. A partir das imagens confeccionar trajes característicos dos povos árabes para enriquecer as brincadeiras de faz-de-conta.

13. Inspirados nas imagens do livro de Kátia Canton proponha a confecção de arabescos para a criação do ambiente lúdico e também para a ilustração do almanaque.

14. Ouça em sala músicas árabes e, a partir de uma entrevista e apresentação com uma dançarina estimule o contato com uma dança típica – se possível a “dança do ventre”.

15. A partir da observação do repertório de imagens, construa com as crianças um ambiente lúdico: confeccione bordas nas janelas, portas, trono do sultão, cantos de histórias da Sherazade com tapetes, almofadões, tenda árabe confeccionada com tule.

16. Leia diferentes histórias e contos árabes, explore a literatura destes países e suas influências em nossa cultura.

17. Explore a culinária árabe e faça receitas para serem degustadas (e servidas no banquete – no final do projeto).

18. Organização do almanaque: coletânea das produções realizadas ao longo do projeto, organização, paginação e sumário.

Produto final
Instalação árabe representando toda a cultura árabe para lançamento do almanaque ilustrado com definições de objetos, instrumentos musicais, nome de alguns alimentos, “personagens” da cultura árabe, entre outros aspectos que você e seus alunos considerarem relevantes.

AvaliaçãoAo final do projeto espera-se que a criança seja capaz de:
- Compartilhar com os colegas as idéias que já têm sobre o assunto, advindas das histórias que já conhecem e dos conhecimentos de cada um.
- Buscar, relacionar, valorizar e saber fazer uso das diferentes fontes de pesquisa e informações utilizadas ao longo do projeto.
- Realizar pesquisas apoiadas em leituras de imagens e/ou textos informativos lidos pelo educador.
- Recontar, resumir e explicar o que foi aprendido a partir das leituras em roda.
- Registrar suas descobertas a partir de desenhos e pequenas escritas.
- Fazer uso da oralidade para explicar o que aprendeu.
- Fazer uso de todos os conhecimentos aprendidos e enriquecer as brincadeiras de faz-de-conta.

Quer saber mais?
Bibliografia
:

Para ler para as crianças
- 1001 Noites à luz do dia: Sherazade conta histórias árabes – Kátia Canton – Difusão Cultural do Livro
- Lá vem história – Heloísa Prieto – Cia. das Letrinhas
- Lá vem história outra vez – Heloísa Prieto – Cia. das Letrinhas
- Aladim e a lâmpada maravilhosa
- Ali Babá e os quarenta ladrões
- Simbad, o marujo
- As botas de Karam
- O pescador e o Djim

Para pesquisar
-“Está no almanque”, por Karina Cabral in Revista Avisa lá 29 – janeiro/2007 – páginas 11 a 22.
- Almanaque Abril, Ed. Abril – À venda pelo site www.abril.com.br
- Almanaque Ruth Rocha, Ruth Rocha. Editora Ática.

Sites
www.almanaquebrasil.com.br
www.almanaque.folha.uol.br
www.almanaque.blog-se.com.br

www.uol.com.br/ruthrocha

domingo, 29 de junho de 2008

Sherazade



Tudo começa com a história do rei Shariar. Ele descobre que está sendo traído pela esposa, que tem um servo como amante, e, enfurecido, mata os dois. Depois, toma uma decisão terrível: a cada noite, vai se casar com uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenar sua execução, para nunca mais ser traído. Assim procede por três anos, causando medo e lamentações em todo o reino. Um dia, a filha mais velha do primeiro-ministro do rei, a bela e sábia Sherazade, diz ao pai que tem um plano para acabar com a barbaridade do rei. Para aplicá-lo, porém, ela precisa casar-se com ele. Horrorizado, o pai tenta convencer a filha a desistir da idéia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que aterroriza a cidade.
Quando chega a noite de núpcias, sua irmã mais nova, Duniazade, faz o que sua Sherazade havia pedido. Vai de madrugada até o quarto dos recém-casados e, chorando, pede para ouvir uma das fabulosas histórias que a irmã conhece. Sherazade começa então a narrar uma intrigante história que cativa a atenção do rei, mas não tem tempo de acabar antes do amanhecer. Curioso para saber o fim do conto, Shariar concede-lhe mais um dia de vida. Mal sabe ele que essa seria a primeira de mil e uma noites! As histórias de Sherazade, uma mais envolvente que a outra, são sempre interrompidas na parte mais interessante. Assim, dia após dia, sua morte vai sendo adiada.
Você deve estar pensando que Sherazade tinha um baita repertório de histórias para contar, né? Bem, por mais fértil que fosse sua imaginação, seria impossível inventar tanta coisa ou ler tantos livros! Na verdade, a forma como Sherazade aprendeu todos esses contos explica também outro mistério da obra: ela não tem autor! Parece estranho, mas a explicação é simples: as histórias de As mil e uma noites eram contadas de uma pessoa para outra, estavam na boca do povo! Ninguém sabe quem as inventou; fazem parte da tradição oral do povo árabe, com seus contadores de histórias que reuniam multidões nas ruas e mercados.
Não se sabe ao certo quando os contos foram passados para o papel. A primeira versão do livro, Mil contos, surgiu na Pérsia (atual Irã, onde se passa a história de Sherazade) por volta do século 10. O nome que conhecemos só veio depois, com os árabes. Muito supersticiosos, eles acreditavam que números redondos atraíam coisas ruins. Passaram o nome então para As mil e uma noites. Porém, como o original do livro nunca foi encontrado, há versões diferentes para a história de Sherazade. O final, no entanto, é sempre o mesmo...


OLHA SÓ ESSA LÂMPADA, É FEITA DE BISCUIT, UTILIZO PARA CONTAR A HISTÓRIA DO ALLADIN E A LÂMAPADA MARAVILHOSA

quinta-feira, 22 de maio de 2008

As mil e uma noites




Coleção de contos árabes (Alf Lailah Oua Lailah) compilados provavelmente entre os séculos XIII e XVI.
São estruturadas como histórias em cadeia, em que cada conto termina com uma deixa que o liga ao seguinte. Essa estruturação força o ouvinte curioso a retornar para continuar a história, interrompida com suspense no ar. Mesmo depois de tanto tempo essa tática utilizada por Sherazade ,para salvar sua vida e o coração do sultão, continua muito forte. Um exemplo são as novelas, elas terminam no clímax hoje, e ficamos ansiosas pela continuação de amanhâ. É o chamado Fio de Ariadne, apesar de Ariadne ser de outra história...
Sherazade na verdade submeteu o rei a um certo tipo de psicanálise, só que ao invés dele falar era ela quem falava, ela contava histórias e é possível que essas histórias contassem episódios em que o rei se sentisse identificado e deles extraísse lições que norteassem sua conduta.
O rei estava avariado, machucado, e se vingando da "mulher", quam quer que fosse ela.
Sherazade salvou seu amado, sua própria vida, e a vida das moças restantes do lugar.
As mil e uma noites, têm esse nome pelo fato de sugerir infinitas, se fossem 1000, seriam finitas, mas mil e uma, parece dizer muito mais.
Podemos contar para as crianças As mil e uma noites?
Creio que sim, mas tomando as devidas precauções, ela são sensuais e violentas, eu prefiro conhecer bem a história escolhisda e fazer umas adaptações antes de contar aos pequenos.
Beijos

A história das histórias



O impulso de contar histórias nasceu no homem no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência, que poderia ter significado para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.
Desde o início dos tempos os homens transmitem seus conhecimentos através das histórias, assim como hoje. Quem não gosta de ouvir histórias, de novelas filmes, causos, fofocas.
Se na pré-história ou em sociedades mais humildes sentavam-se em volta do fogo para ouvir e contar histórias, hoje, levamos as visitas mais preciosas para nossa cozinha, lá passamos um café, batemos um bolo, e ficamos a vontade para ouvir e sermos ouvidas.
Na grécia antiga tivemos os poemas de Homero e Hesíodo (Ilíada e Odisséia), as Fábulas de Esopo, e não podemos esquecer que nesse período clássico a educação das crianças eram ligadas aos mitos, contos de fadas, e as mulheres mais velhas contavam as histórias às crianças denominadas "Mythoi".
Na Ìndia os contos que posteriomente seriam difundidos no Ocidente tomando dimensões regionalistas.
A célula Máter dos contos infantis está na novelística medieval, que tem sua origem na Índia, a palavra é algo mágico.
Na idade moderna os contos de fadas fala do que é mais humano: amores, brigas, inveja, ódios, reconciliação, perdão, etc..
A literatura infantil surge no seculo XVII, com a mudança da sociedade e da família, a criança passa a ser vista como um ser diferente do adulto.
Hoje a literatura infantil encontra um lugar na vida de nossas crianças.
As histórias são formas de aproximar gerações e povos.
Você conta histórias?????

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Você tem vergonha de contar histórias para um grande público?

Deixe a vergonha de lado!!!
Comece com as crianças de casa, filhos, sobrinhos, amiguinhos dos filhos.
Na escola, conte todos os dias, alterne a leitura de textos, livros, com a contação sem livro. Para isso vc deve conhecer a história, então, tenha o hábito da leitura.
Quando contamos histórias para as crianças, temos a possibilidade de olhar em seus olhos, e interpretar a história com expressões, mudanças no tom de voz e gestos. Se mesmo assim você se sente envergonhada, use uma "muleta pscicológica", ou seja, use fantasias, óculos, máscaras, fantoches, tudo isso te dá uma maior segurança.
Ultimamente tenho me dedicado a arrumar quinquilharias para contar histórias. Sou frequentadora assídua de lojas 1,99, de artesanato, livrarias e lojas de brinquedos.
Tenho um baú onde coloco sucata e pequenos objetos, uma caixa com instrumentos musicais de sucata, uma caixa grega de lenços de musselina (uso para contar as mitologias), uma caixa oriental para contar lendas japonesas e chinesas, nela tem vários objetos japoneses.
Contar histórias usando objetos é um ótimo recurso, assistam ao dvd da Bia Beldran, nele têm muitas idéias, o DVD se chama Lá vem a história, da Cultura.
Logo posto as fotos das caixas e fantasias. Beijos

domingo, 18 de maio de 2008

Você quer ser uma boa contadora de histórias? Conheça os contos!!!


Este livro é show!!
Ele traz 54 contos, mais um prefácio sobre a terapia dos contos de fadas.
Há algumas histórias compiladas pelos irmãos Grimm, que não estão neste livro, mas, pode se pesquisar.
Também são interessantes as comparações com os contos de Charles Perralt, e os contos escritos por Hans Cristian Andersen.
Prefira ler as versões originais, elas fazem parte do patrimônio da humanidade, por isso pode ser mudadas e vemos tamtas versões.
É claro que as histórias escritas pelos Irmãos Grimm e Perrault, são violentas, sanguinolentas, foram adocicadas pela Disney, mas é importante conhecermos as originais.
Boa leitura, Beijos